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Vinícius Marinho: Do ‘Robô Tyron à Sala de Espera’, a transformação de um artista jovem e multitalentoso
Aos 18 anos, o ator e compositor reflete sobre sua jornada na série “Bugados” e como a música se tornou uma válvula de escape para lidar com a ansiedade e amadurecer artisticamente.
Vinícius Marinho, hoje com 18 anos, começou a escrever canções aos 15/16 anos, mas sua paixão pela música surgiu bem antes, aos 13, quando criou uma composição durante uma brincadeira com amigos. Ele ainda espera que essa primeira criação possa ser utilizada em algum de seus projetos futuros. Entretanto, foi durante os últimos meses das gravações da série infanto-juvenil “Bugados” que Vinícius começou a compor de forma mais recorrente, encontrando na música uma maneira de expressar suas experiências mais profundas.
Desde 2019, Vinícius integra o elenco principal da série “Bugados” (criadores: Luca Paiva Mello e André Catarinacho), exibida no canal Gloob. Durante seis temporadas, ele interpreta o icônico e divertido Robô Tyron 667, um dos protagonistas da trama, que pode ser conferida, além do canal Gloob e está disponível também na Globoplay.
Foi nos meses finais das gravações de “Bugados” que Vinícius compôs “Sala de Espera”, a faixa-título de seu próximo álbum. A canção reflete as experiências negativas que começou a vivenciar em salas de espera de médicos e hospitais. Meses depois, ele foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, mas antes disso, enfrentava sintomas intensos e inexplicáveis, como a sensação de que desmaiaria a qualquer momento. “Eu tinha que trabalhar passando mal sem contar para ninguém porque não sabia explicar o que era aquilo”, relembra Vinícius.
A necessidade de transformar essa angústia em algo tangível o levou a compor “Sala de Espera”. A música aborda a insatisfação com a maneira como a vida está sendo conduzida, o desconforto em se sentir vulnerável, e a necessidade de amadurecer mais rápido do que o esperado. Para Vinícius, esse processo foi uma forma de se reinventar, buscando referências e aprendendo com novos e antigos mestres da música.
Em sua busca por inspiração, Vinícius mergulhou nas obras de grandes artistas, como Adele, Elton John, Beatles, Aretha Franklin, Pink Floyd, Elis Regina, Tim Maia, The Who, Milton Nascimento, Prince, Gal Costa, Joni Mitchell, Frank Sinatra, Elvis Presley, Amy Winehouse, Fleetwood Mac e King Crimson, entre outros. Essa diversidade de influências ajudou a moldar seu estilo e a enriquecer seu repertório musical.
O álbum, que será lançado em breve, explora temas variados, desde amizade e amor até mistérios, devoção, comunicação e libertação. Vinícius revela que gostou de todo o processo de composição e gravação, realizado no Mosh Studios, conhecido por trabalhar com grandes nomes da música, tanto nacionais quanto internacionais. “Foi uma honra para mim! Aprendi muito e descobri que não sei nada ainda, preciso aprender muito! E isso que é o legal da vida”, reflete o jovem artista.
Enquanto “Sala de Espera” prepara o terreno para o lançamento completo do álbum, Vinícius Marinho continua a trilhar seu caminho na música, transformando suas experiências e desafios em canções que prometem tocar o coração do público.
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